<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-1092893740294729639</id><updated>2011-04-21T20:22:27.251-07:00</updated><title type='text'>Fábrica das Histórias</title><subtitle type='html'>Este é um espaço onde pretendo com alguma regularidade partilhar pequenos contos que vou escrevendo.
O blog que apresento pretende ser apenas um espaço onde partilho algo que me dá muito prazer fazer: "Navegar pela imaginação, montando pequenas história como peças de um puzzle".</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://fabricadashistorias.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1092893740294729639/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fabricadashistorias.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>António Miguel Ferreira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07622378932738887112</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>4</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1092893740294729639.post-8072519438970664177</id><published>2008-10-10T10:29:00.000-07:00</published><updated>2008-10-10T10:32:12.642-07:00</updated><title type='text'>Vice-Versa</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_kQmt_iODUXk/SO-RjQkOBdI/AAAAAAAAAA8/0ZQiSSp2MRc/s1600-h/carteira.gif"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5255579325092988370" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_kQmt_iODUXk/SO-RjQkOBdI/AAAAAAAAAA8/0ZQiSSp2MRc/s320/carteira.gif" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Era uma vez um menino que fazia rir todas as pessoas à sua volta, ou quase todas. Ele tinha um sorriso constante na sua pequenita cara e os seus pequenos olhitos estavam sempre a brilhar, com cara de estar sempre a imaginar alguma brincadeira.&lt;br /&gt;Tudo começou na quando era muito pequenino, todos os seus familiares e os amigos que lá iam a casa se riam das suas brincadeiras. No entanto, as suas brincadeiras invariavelmente traziam consequências para outras pessoas.&lt;br /&gt;Quando o menino engraçado chegou à escola, todos os seus colegas lhe achavam muita graça, ou quase todos, pois também havia alguns que não lhe achavam piada nenhuma porque eram vítimas das suas brincadeiras. O menino engraçado era muito popular na sua escola, rapidamente se tornou num ídolo dos outros alunos. Ele até passou a andar com os meninos mais velhos, eles achavam-lhe piada.&lt;br /&gt;Uma vez que ele se diferenciava tanto dos seus colegas do primeiro ano, que ainda andavam meio assustados a conhecer a escola, passou a ser conhecido como o “Menino Rapaz”. E assim foi sendo conhecido ao longo dos anos. Já todos conheciam as brincadeiras do Menino Rapaz.&lt;br /&gt;Os anos foram passando e os seus colegas foram crescendo, também fazendo as suas brincadeiras, as tropelias, até maldades por vezes. Mas os professores lá diziam:&lt;br /&gt;- Coisas da idade, quem já não teve 7 ou 8 anos!&lt;br /&gt;Mas com o passar dos anos, os seus colegas foram mudando o seu aspecto, os seus interesses e a sua maturidade. Claro que já não tinham as mesmas brincadeiras dos seus 7 ou 8 anos. Mas o Menino Rapaz continuava na mesma, ainda tinha brincadeiras que não eram muito diversas das que fazia nos seus primeiros anos de escola. A única diferença é que os seus colegas já não lhe achavam piada nenhuma.&lt;br /&gt;O Menino Rapaz foi deixando de ter amigos para as suas brincadeiras. Os únicos amigos que tinha eram os meninos mais pequeninos da escola, pois ainda lhe achavam alguma piada.&lt;br /&gt;Certo dia o Menino Rapaz tomou coragem e resolveu que havia de tentar conversar com os seus colegas. Na saída da escola resolveu tentar aproximar-se de um grupo de rapazes e raparigas, quando ouviu uma das raparigas:&lt;br /&gt;- Oh “Rapaz Menino” que é que tu queres… cresce e aparece!&lt;br /&gt;O menino engraçado ficou desolado, nem queria acreditar. Foi então que ele viu que os seus colegas tinham crescido, não só em tamanho, mas em maturidade.&lt;br /&gt;Mas esta história não tem um final triste, porque se o menino engraçado já tinha entendido isto, era sinal que estava a crescer também em maturidade.&lt;br /&gt;- E tu, também achas que estás a crescer em maturidade, ou só em altura?&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1092893740294729639-8072519438970664177?l=fabricadashistorias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fabricadashistorias.blogspot.com/feeds/8072519438970664177/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1092893740294729639&amp;postID=8072519438970664177' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1092893740294729639/posts/default/8072519438970664177'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1092893740294729639/posts/default/8072519438970664177'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fabricadashistorias.blogspot.com/2008/10/vice-versa_10.html' title='Vice-Versa'/><author><name>António Miguel Ferreira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07622378932738887112</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_kQmt_iODUXk/SO-RjQkOBdI/AAAAAAAAAA8/0ZQiSSp2MRc/s72-c/carteira.gif' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1092893740294729639.post-7579210307633507679</id><published>2008-10-09T12:01:00.000-07:00</published><updated>2008-10-09T12:06:12.186-07:00</updated><title type='text'>Vice-Versa</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_kQmt_iODUXk/SO5WC7gHkWI/AAAAAAAAAA0/6YZ4mcJ6LG4/s1600-h/back2.gif"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5255232423520080226" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_kQmt_iODUXk/SO5WC7gHkWI/AAAAAAAAAA0/6YZ4mcJ6LG4/s320/back2.gif" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Era uma vez um menino que fazia rir todas as pessoas à sua volta, ou quase todas. Ele tinha um sorriso constante na sua pequenita cara e os seus pequenos olhitos estavam sempre a brilhar, com cara de estar sempre a imaginar alguma brincadeira.&lt;br /&gt;Tudo começou na quando era muito pequenino, todos os seus familiares e os amigos que lá iam a casa se riam das suas brincadeiras. No entanto, as suas brincadeiras invariavelmente traziam consequências para outras pessoas.&lt;br /&gt;Quando o menino engraçado chegou à escola, todos os seus colegas lhe achavam muita graça, ou quase todos, pois também havia alguns que não lhe achavam piada nenhuma porque eram vítimas das suas brincadeiras. O menino engraçado era muito popular na sua escola, rapidamente se tornou num ídolo dos outros alunos. Ele até passou a andar com os meninos mais velhos, eles achavam-lhe piada.&lt;br /&gt;Uma vez que ele se diferenciava tanto dos seus colegas do primeiro ano, que ainda andavam meio assustados a conhecer a escola, passou a ser conhecido como o “Menino Rapaz”. E assim foi sendo conhecido ao longo dos anos. Já todos conheciam as brincadeiras do Menino Rapaz.&lt;br /&gt;Os anos foram passando e os seus colegas foram crescendo, também fazendo as suas brincadeiras, as tropelias, até maldades por vezes. Mas os professores lá diziam:&lt;br /&gt;- Coisas da idade, quem já não teve 7 ou 8 anos!&lt;br /&gt;Mas com o passar dos anos, os seus colegas foram mudando o seu aspecto, os seus interesses e a sua maturidade. Claro que já não tinham as mesmas brincadeiras dos seus 7 ou 8 anos. Mas o Menino Rapaz continuava na mesma, ainda tinha brincadeiras que não eram muito diversas das que fazia nos seus primeiros anos de escola. A única diferença é que os seus colegas já não lhe achavam piada nenhuma.&lt;br /&gt;O Menino Rapaz foi deixando de ter amigos para as suas brincadeiras. Os únicos amigos que tinha eram os meninos mais pequeninos da escola, pois ainda lhe achavam alguma piada.&lt;br /&gt;Certo dia o Menino Rapaz tomou coragem e resolveu que havia de tentar conversar com os seus colegas. Na saída da escola resolveu tentar aproximar-se de um grupo de rapazes e raparigas, quando ouviu uma das raparigas:&lt;br /&gt;- Oh “Rapaz Menino” que é que tu queres… cresce e aparece!&lt;br /&gt;O menino engraçado ficou desolado, nem queria acreditar. Foi então que ele viu que os seus colegas tinham crescido, não só em tamanho, mas em maturidade.&lt;br /&gt;Mas esta história não tem um final triste, porque se o menino engraçado já tinha entendido isto, era sinal que estava a crescer também em maturidade.&lt;br /&gt;- E tu, também achas que estás a crescer em maturidade, ou só em altura?&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1092893740294729639-7579210307633507679?l=fabricadashistorias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fabricadashistorias.blogspot.com/feeds/7579210307633507679/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1092893740294729639&amp;postID=7579210307633507679' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1092893740294729639/posts/default/7579210307633507679'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1092893740294729639/posts/default/7579210307633507679'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fabricadashistorias.blogspot.com/2008/10/vice-versa.html' title='Vice-Versa'/><author><name>António Miguel Ferreira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07622378932738887112</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_kQmt_iODUXk/SO5WC7gHkWI/AAAAAAAAAA0/6YZ4mcJ6LG4/s72-c/back2.gif' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1092893740294729639.post-5397582068570708389</id><published>2008-10-04T16:07:00.000-07:00</published><updated>2008-10-04T16:27:31.348-07:00</updated><title type='text'>O Grande Mar</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Era uma vez três pequenos grandes amigos que eram muito famosos por toda a vizinhança, a maioria das ocasiões, não pelos melhores motivos. As suas brincadeiras, traquinices e tropelias surgiam em catadupa e conseguiam, sempre, surpreender todas as pessoas que pensavam que já tinham visto tudo. O mais pequeno, mas só em corpulência, chamava-se Gonçalo, a sua energia era tão intensa que lhe saía pelo seu sorriso constante. O mais alto era o Carlinhos, da sua cabeça saíam as engenhoquices mais incríveis que se podia imaginar. No meio, estava o menino João, o mais corajoso de todos, nunca tinha medo de nada e era sempre o primeiro a avançar para as maiores aventuras.&lt;br /&gt;         Os três estarolas tinha começado na semana passada uma nova e fantástica aventura. Era a grande aventura dos piratas do Grande Mar. A sua ambição era percorrer as águas do Grande Mar e para isso tinham que por mãos à obra, eles queriam construir um barco de piratas.&lt;br /&gt;         Todos os dias, quanto tinham ordem para brincar, eles fugiam rapidamente para a margem do mar que estava perto da caso do engenhoso Carlinhos. Nestas redondezas e no caminho procuravam tudo o que achavam que podia ser útil na realização de tão grande empreitada. Tudo servia para o barco, até os mais estranhos objectos, com o Carlinhos sempre a dar as ordens:&lt;br /&gt;- Apanha ali aquilo Gonçalo! Ordenava o engenhocas.&lt;br /&gt;- Mas é uma tampa de sanita? Questionava o Gonçalinho frisando a cara e escondendo o seu sorriso.&lt;br /&gt;- Apanha, vai ser o leme do nosso barco. Esclareceu o Carlinhos.&lt;br /&gt;E com todas estas pequeninas coisas lá foram os rapazolas construindo o seu barco para fazerem a iniciação à pirataria.&lt;br /&gt;Aos fins-de-semana, eles aproveitavam todo o tempo para se dedicarem á empreitada que tinham em mãos. Para trás, lá iam ficando os trabalhinhos da escola e à segunda-feira lá estavam os três novamente de castigo.&lt;br /&gt;No próximo domingo já estava combinado que todo dia seria dedicado à pirataria. Eles iam acabar de construir o barco dos piratas do Grande Mar e seria realizada a primeiro grande aventura do bando. Chegado o esperado dia levantaram-se cedinho, ainda nem o galo tinha cantado e lá foram à aventura. O dia fora muito longo, estavam fartos de recolher materiais para a construção naval e ainda não tinham começado a navegar. Com noite a chegar, os três amigos do bando dos piratas, resolveram ficar mais um pouco para acabar a sua embarcação. O Joãozinho que era o mais perspicaz, começou a ouvir lá ao longe um barulho estranho, que vinha do Grande Mar e perguntou aos seus amigo:&lt;br /&gt;- Vocês ouviram este barulho?&lt;br /&gt;- Sim! Responderam em coro o Gonçalo e o Carlinhos.&lt;br /&gt;- Parece alguém a chorar, não é? Questionava o João intrigado.&lt;br /&gt;O Carlinhos e o Gonçalo responderam abanando a cabeça e com os olhos bem abertos.&lt;br /&gt;Os rapazolas começaram andar e a espreitar para o mar, para ver se percebiam de onde vinha aquele estranho barulho.&lt;br /&gt;         À medida que se aproximavam iam ficando cada vez mais assustados, eles não viam nada porque já estava a ficar muito escuro. De repente, eles viram algo a mexer na água e gritaram em coro:&lt;br /&gt;- Viram! Os três desataram a correr com todas as forças que tinha em direcção à casa do menino Carlinhos… Parece que a aventura dos piratas do Grande Mar tinha acabado por ali!&lt;br /&gt;- Nunca mais lá volto! Exclamava o Gonçalo ainda ofegante daquela correria.&lt;br /&gt;- Voltas sim. Retorquiu o João com um ar confiante e acrescentando:&lt;br /&gt;- Voltamos, mas vamos de dia e temos que saber o que era aquilo.&lt;br /&gt;- Era um monstro! Disse o Carlinhos ainda trémulo.&lt;br /&gt;         Os amigos voltaram para casa, mas naquela noite todos tiveram muita dificuldade para adormecer. Não lhes saía da cabeça aquele choro que tinham ouvido.&lt;br /&gt;No dia seguinte, durante a escola, foram combinando como iriam procurar “O monstro do Grande Mar”, como lhe apelidava o Gonçalo. Mal terminaram as actividades escolares, agarraram nas mochilas e começaram a correr em direcção à margem do Grande Mar. Pelo caminho procuravam os melhores paus para se defenderem do Monstro.&lt;br /&gt;         Quando chegaram viram o barco dos piratas completamente destruído. A angústia dos amigos era muito grande, o Gonçalo não parava de repetir:&lt;br /&gt;- Vamos embora, acho que foi má ideia termos vindo.&lt;br /&gt;- Cala-te. Respondia sempre o João.&lt;br /&gt;         Lá ao fundo começaram a ouvir novamente o mesmo choro. Parecia o choro de uma criança. Mas o Carlinhos não estava convencido com aquela choradeira:&lt;br /&gt;- Não acreditem naquele choro, deve ser o Monstro a querem nos enganar.&lt;br /&gt;        Mas o menino João, que nunca se intimidava, avançou em direcção ao ruído. Atrás de si levava os outros dois, que mais pareciam a sua sombra, de tão colados a agachados estavam.&lt;br /&gt;        Lá ao fundo, na direcção do ruído começaram a ver uma luz muito intensa e o Gonçalo continuava a dizer:       &lt;br /&gt;- Vamos embora, deve ser um Monstro de cabelos dourados.&lt;br /&gt;E o João respondeu:&lt;br /&gt;- Cala-te, vamos mas é escondermo-nos atrás daquela rocha.&lt;br /&gt;Agachados atrás da rocha, o Carlinhos e o Gonçalo nem queriam espreitar, com medo que o Monstro dos cabelos dourados os fulminasse.&lt;br /&gt;Mas o menino João encheu-se de coragem e agarrado à rocha pôs um olhito de fora:&lt;br /&gt;- Aaahhh… que linda…&lt;br /&gt;         João estava maravilhado. No cimo de uma rocha viu uma linda menina, com cabelos de ouro e um corpo de peixe. Virou-se para os amigos e exclamou falando baixinho:&lt;br /&gt;- Podem espreitar, mas não façam barulho para não a assustarem e larguem os paus.&lt;br /&gt;- Não assustar quem? Medo temos nós! Questionou Carlinhos.&lt;br /&gt;- Não tenham medo, podem espreitar. Aconselhou o João.&lt;br /&gt;O Gonçalo e o Carlinhos, agarrados à rocha que nem um lapa, lá foram pondo a cabecita de fora. Quando olharam para aquela maravilhosa imagem não resistiram:&lt;br /&gt;- AAAHHH…&lt;br /&gt;         A pequena criatura ouviu os meninos e mergulhou repentinamente para dentro de água.&lt;br /&gt;O João estava furioso com os seus colegas.&lt;br /&gt;- Eu não vos disse para não fazerem barulho, agora assustaram a pequena sereia! Resmungou o João com um ar muito zangado.&lt;br /&gt;         Dirigiu-se à margem e começou a gritar:&lt;br /&gt;- Não te assustes pequena sereia, nós só te queremos ajudar.&lt;br /&gt;         O Carlinhos dizia para o Gonçalo:&lt;br /&gt;- Não sei se queremos? Ainda muito intrigado com a criatura que tinha visto.&lt;br /&gt;         O menino João ficou ali sentado na margem à espera que algo acontecesse. Os outros dois iam repetindo quase em coro:&lt;br /&gt;- Vamos embora, ainda não temos a certeza que a bichinha não nos quer fazer mal.&lt;br /&gt;Quando a noite começou a cair, o João lá se decidiu a regressar a casa.&lt;br /&gt;No regresso, o João obrigou o Gonçalo e o Carlinhos a não contarem nada a ninguém, ele dizia que era o segredo dos piratas do Grande Mar.&lt;br /&gt;Nessa noite, os dois amigos lá ficaram mais umas horas sem dormir, eles não paravam de ver a imagem daquela linda criatura.&lt;br /&gt;Nos dias seguintes, mal terminava a escola, o João obrigava os seus amigos a regressarem ao sítio onde tinham visto a sua pequena sereia. Dia após dia, o João ia passando as tardes sentado na margem do Grande Mar, mas da sua sereia nem um pequeno brilhozinho. Estava cada vez mais triste o pequeno João, todos lhe perguntavam o que ele tinha, mas ele tinha um pacto com os outros dois piratas e nada podia revelar.&lt;br /&gt;No final da semana o João, o Carlinhos e o Gonçalo combinaram que no sábado de manhã, logo pela fresquinha iam passar o dia na margem do Grande Mar. Tinham que ver a pequena sereia do João. Eles achavam que ela teria que vir ao cimo da água mais não fosse para respirar.&lt;br /&gt;Para que a criatura não tivesse medo deles, preparam um lindo ramo de flores para lhe oferecer. O João tinha recolhido todas as flores.&lt;br /&gt;Chegado o dia, mal o Sol começou a espreitar, começaram a caminhar em direcção ao “Grande Mar”.&lt;br /&gt;Quando estavam a chegar aquele sítio voltaram a ver ao longe aquela luz intensa. Apressaram-se a esconder-se atrás da rocha. As suas pulsações estavam a mil à hora. O corajoso João obrigou os seus amigos a jurarem que não saíam de traz da rocha sem a sua autorização.&lt;br /&gt;A seguir, ele tomou coragem, e com o ramo que tinha preparado tão cuidadosamente saiu de traz da rocha dizendo:&lt;br /&gt;- Não tenhas medo, só te queremos ajudar!&lt;br /&gt;         A pequena criatura ficou aterrorizada e debruçou-se na rocha quase que mergulhando novamente, toda ela termia de medo. Mas o João continuava:&lt;br /&gt;- Só te quero ajudar, não tenhas medo.&lt;br /&gt;Continuava o seu discurso que tinha preparado para a ocasião:&lt;br /&gt;- Eu chamo-me João e só quero ser teu amigo, não te quero fazer mal, vou-te ajudar. E tu como te chamas?&lt;br /&gt;A pequena sereia do João lá lhe respondeu, mas ainda com a voz trémula de tanto medo que sentia.&lt;br /&gt;- Eu, eu chamo-me Carmelita, sou a filha da ninfa Carmela e de um antigo poeta chamado Luís.&lt;br /&gt;- Uma ninfa, o que é isso? Perguntaram em voz alta o Carlinhos e o Gonçalo atrás da rocha.&lt;br /&gt;         A pequena ninfa, assustou-se e mergulhou rapidamente para a água. O João gritava desesperado:&lt;br /&gt;- Não te assustes, são só os meus amigos.&lt;br /&gt;Passado algum tempo e depois de muita gritaria a chamar pela Carmelita lá se começou a ver uns raios de luz a aparecerem à tona da água. A Carmelita veio até ao pé da margem e disse:&lt;br /&gt;- Eu sou uma ninfa, as ninfas são seres encantados que vivem nos lagos ou nos mares, somos parecidas com as sereias. Nós fomos a inspiração de muitos poetas que antigamente vinham para a margem deste rio para comporem as suas poesias.&lt;br /&gt;- Rio? Qual rio, aqui é o grande mar. Questionaram e logo responderam os amigos. A Carmelita muito graciosa respondeu:&lt;br /&gt;- Não, este é um rio, um grande rio que se chama Tejo e nós estamos perto do sítio onde o rio e o mar se abraçam. Estamos perto da foz. Esclareceu a pequena ninfa.&lt;br /&gt;         Os três estarolas coçando a cabeça, como que a dar luz às suas lembranças, recordaram:&lt;br /&gt;- Há, já nos lembramos disso, o nosso professor já nos tinha explicado.&lt;br /&gt;Mas o João ainda intrigado com o choro da pequena ninfa, queria saber qual a razão de um choro tão profundo:&lt;br /&gt;- Carmelita, ainda não nos disseste porque estavas a chorar.&lt;br /&gt;A tristeza voltou ao rosto lindo da Carmelita, e ela respondeu:&lt;br /&gt;- Eu vivo com a minha família no fundo do Oceano Atlântico, mas como sou demasiado curiosa, vim passear ao rio Tejo e agora não consigo sair. Respondeu a Carmelita e continuou:&lt;br /&gt;- Bem que o meu pai já me tinha avisado, ele disse-me que o rio Tejo estava zangado.&lt;br /&gt;O Gonçalo estava muito intrigado, aquela conversa parecia um sonho, ou um pesadelo. E ele perguntou à Carmelita porque é que o rio Tejo estava zangado. Ela delicadamente respondeu:&lt;br /&gt;- Antigamente, o rio Tejo era muito lindo, haviam muitos barcos à vela, tantos que as suas águas pareciam uma floresta encantada, brilhante e com as árvores branquinhas. As águas eram muito brilhantes e limpas, os poetas iam às margens para se inspirarem e haviam muitas criaturas encantadas como eu, as sereias e os nossos amigos golfinhos faladores, tudo era maravilhoso. Depois vieram as fábricas, as pontes e cada vez o rio vê menos pessoas a passarem por ele. As suas águas estão muito diferentes, já não são limpas nem brilhantes. E é por tudo isto que o rio está triste. Vocês não acham que ele tem razão?&lt;br /&gt;- SIM! Responderam o três amigos em coro, acrescentando:&lt;br /&gt;- Coitadinho do rio!&lt;br /&gt;Mas o Carlinhos ainda tinha questões para fazer à Carmelita.&lt;br /&gt;- Oh Carmelita, mas ainda não nos disseste porque é que estragaste o nosso barco?&lt;br /&gt;A Carmelita respondeu:&lt;br /&gt;- Não fui eu, foi o rio Tejo! Ele para não me deixar sair dos seus braços agitou com toda a força as suas águas e nasceram ondas gigantes, que destruíram o vosso barco. É por isso que eu estou a chorar, porque o Tejo não me deixa sair e assim não consigo voltar a casa.&lt;br /&gt;- Mas como é que nós te podemos ajudar? Perguntou o João.&lt;br /&gt;- Vocês têm que falar com o Tejo e prometer-lhe que lhe fazem companhia.&lt;br /&gt;O Gonçalo, mais uma vez, achou estranha a conversa da Carmelita e perguntou-lhe:&lt;br /&gt;- Mas como é que podemos falar com um rio?&lt;br /&gt;A Carmelita não hesitou na resposta:&lt;br /&gt;- Tens que ouvir o silêncio, e no meio dele ouves uma voz baixinha e que fala muito devagar. Para falares também tens que falar muito baixinho e devagar.&lt;br /&gt;         De repente instalou-se um grande silêncio entre os três amigos. Eles queriam ouvir a voz do Tejo no meio do silêncio.    &lt;br /&gt;         Lá bem ao fundo, no meio do silêncio, os meninos escutaram uma voz grave, mas que parecia estar muito longe.&lt;br /&gt;- OLÁ MENINOS, COMO É QUE VOCÊS SE CHAMAM?&lt;br /&gt;Os três amigos não podiam acreditar, tinham ouvido o rio a falar. O Carlinhos com uma cara de enorme admiração exclamou:&lt;br /&gt;- Como é possível, ouvimos o rio a falar!&lt;br /&gt;        Já o seu menino Gonçalo estava mais uma vez com o seu enorme sorriso de nervoso miudinho pregado na cara e respondia atormentado:&lt;br /&gt;- Não acredito, Carmelita só nos podes estar a enganar?&lt;br /&gt;        A pequena ninfa já farta de tanta conversa gritou:&lt;br /&gt;- VÃO RESPONDER OU QUÊ?&lt;br /&gt;Da boquinha do Gonçalo saltou-lhe:&lt;br /&gt;- Quê! O pequeno Gonçalo estava muito assustado.&lt;br /&gt;Já o seu amigo corajoso João estava cheio de vontade de falar com o Tejo, mas não sabia como:&lt;br /&gt;- Mas Carmelita como é que eu falo com o rio?&lt;br /&gt;A Carmelita apressou-se a responder.&lt;br /&gt;- Já vos disse, falam muito devagar e baixinho para que se possa ouvir bem no meio do silêncio.&lt;br /&gt;- Então vou experimentar. Respondeu o Joãozinho.&lt;br /&gt;- E-u s-o-u o m-e-n-i-n-o J-o-ã-o, e t-u c-o-m-o t-e c-h-a-m-a-s?&lt;br /&gt;Lá ao fundo voltou a ouvir-se aquela voz:&lt;br /&gt;- MAS QUE BEM QUE TE OUVI, EU CHAMO-ME TEJO E OS TEUS AMIGOS COMO SE CHAMAM?&lt;br /&gt;O Gonçalo e o Carlinhos estavam um pouco temerosos de falar com o rio, mas o seu amigo João providenciava a coragem:&lt;br /&gt;- Vamos lá a responder antes que eu me chateie! Não tenham medo falem devagar e baixinho.&lt;br /&gt;        Os outros dois agacharam-se junto do mar, colocaram as suas orelhitas perto da água, mas não ouviram nada. E lá se decidiram a falar com o mar:&lt;br /&gt;- Eu sou o Gonçalo. Respondeu o menino com a sua voz a tremelicar.&lt;br /&gt;- E eu chamo-me Carlos e queria saber porque é que não deixas a Carmelita voltar para casa? Perguntou o menino Carlinhos com o seu ar sempre curioso.&lt;br /&gt;        Mais uma vez, lá bem do fundo escutaram aquela voz:&lt;br /&gt;- VOCÊS FALAM MUITO DEPRESSA, MAS EU ENTENDI-TE CARLINHOS! E o Tejo continuou a sua explicação:&lt;br /&gt;- EU ESTOU MUITO ENVERGONHADO PELO QUE FIZ À CARMELITA, ELA SEMPRE FOI UMA GRANDE AMIGA, MAS EU NÃO QUERIA FICAR MAIS TEMPO SOZINHO. QUANDO FICO SOZINHO FICO MUITO TRISTE. E VOCÊS NÃO FICAM?&lt;br /&gt;        Os três meninos responderam em coro:&lt;br /&gt;- SIM, CLARO QUE SIM!&lt;br /&gt;        Mas o João fez uma promessa ao Tejo:&lt;br /&gt;- Não fiques triste Tejo, de hoje em diante nós vamos fazer-te companhia, mas tens que libertar a Carmelita!&lt;br /&gt;        O Tejo ficou tão feliz que juntamente com um enorme “SIM”, veio uma brisa muito fresca cheia de pequenas gotinhas de água. Os três amigos ficaram deliciados a sentir aquela maravilhosa frescura e o pequeno João exclamou:&lt;br /&gt;- Carmelita agora já podes ir para perto da tua família, mas tens que nos prometer que nos vens visitar, sim?&lt;br /&gt;        Na face da Carmelita estava espelhada uma felicidade que não tinha fim. Com um sorriso muito aberto respondeu ao seu grande amigo João:&lt;br /&gt;- Como é que eu poderia deixar de vos visitar, vocês os quatro são os meus melhores amigos!&lt;br /&gt;        A Carmelita despediu-se de todos e lá foi em direcção ao Oceano Atlântico. Os três amigos aventureiros foram acenando, deixando escapar umas pequenas lágrimas dos seus olhitos já cheios de saudade. O Tejo com as suas ondas foi encaminhando a pequena ninfa em direcção ao Oceano.&lt;br /&gt;        Desse dia em diante o João, o Carlinhos e o Gonçalo tinham um segredo e todos os dias iam visitar o seu novo amigo.&lt;br /&gt;        Quem estava muito admirado com os meninos era o seu Professor, pois estes respondiam a questões de história, geografia, língua portuguesa ou até de matemática sempre de forma acertada, parecia que o estavam a enganar.&lt;br /&gt;Mas o grande segredo era que eles tinham um explicador que já tinha vivido muitas experiências e que era muito sábio, era o seu amigo Tejo. Mas esse é o nosso segredo, guardem-no bem…&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;FIM&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;António Miguel Ferreira&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1092893740294729639-5397582068570708389?l=fabricadashistorias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fabricadashistorias.blogspot.com/feeds/5397582068570708389/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1092893740294729639&amp;postID=5397582068570708389' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1092893740294729639/posts/default/5397582068570708389'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1092893740294729639/posts/default/5397582068570708389'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fabricadashistorias.blogspot.com/2008/10/o-grande-mar.html' title='O Grande Mar'/><author><name>António Miguel Ferreira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07622378932738887112</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1092893740294729639.post-8982365972659370907</id><published>2008-10-04T15:48:00.000-07:00</published><updated>2008-10-04T16:26:07.843-07:00</updated><title type='text'>"Histórias para contar aos pequenos"</title><content type='html'>O blog que apresento pretende ser apenas um espaço onde partilho algo que me dá muito prazer fazer: "Navegar pela imaginação, montando pequenas história como peças de um &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;puzzle&lt;/span&gt;".&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1092893740294729639-8982365972659370907?l=fabricadashistorias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fabricadashistorias.blogspot.com/feeds/8982365972659370907/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1092893740294729639&amp;postID=8982365972659370907' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1092893740294729639/posts/default/8982365972659370907'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1092893740294729639/posts/default/8982365972659370907'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fabricadashistorias.blogspot.com/2008/10/histrias-para-contar-aos-pequenos.html' title='&quot;Histórias para contar aos pequenos&quot;'/><author><name>António Miguel Ferreira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07622378932738887112</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry></feed>
